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sábado, 15 de janeiro de 2011

A CONDIÇÃO COLETIVA DE CIDADANIA


As evoluções das relações previdenciárias gradativamente estão reduzindo garantias dos aposentados, aposentandos, pensionistas, idosos e da cidadania em contexto geral. Os temas relativos ao direito previdenciário são efervescentes, em especial nos países que propõe a erradicação da miséria e tem no trabalho e nas relações sociais debelar as desigualdades sociais. Como o debate é de suma importância para o aprimoramento do direito social, muitas vezes os destinatários das relações encontram-se à margem deste processo, seja ele o processo legislativo, no tocante a confecção do debate sobre as normas, indicativos de necessidade e mesmo o silencio dos representantes parlamentares, torna necessário o aprimoramento por parte do cidadão deste conhecimento. Da mesma forma, há uma notória dificuldade no entendimento de questões postas no Poder Judiciário, poucas vezes acessível aos trabalhadores, beneficiários da previdência, ou seja, ao cidadão comum. Na medida em que a sociedade civil perde força organizacional, ou mesmo que as entidades não possuem mais canais de dialogo, leva ao coletivo organizado ao aprimoramento das relações no âmbito de seus interesses. Os aposentados e as organizações que os legitimam, poucas vezes dialogam com “a base”, ou seja, com seus associados no sentido de lhes informar das questões presentes no dia-a-dia de cada cidadão. Isto não quer dizer que tenhamos atenção somente para questão dos benefícios previdenciários, seus reajustes, a formula e sistema de calculo, ou até quais as condições para a concessão de um ou outro beneficio. Temas de importância coletiva também são relegados a segundo plano pelas entidades organizadas, muitas vezes deixando de alcançar os interesses coletivos dos trabalhadores aposentados e pensionistas. Não longe dos nossos dias houve uma situação que organizou os aposentados e, naquele momento mostrou-se a força destas entidades quando organizadas e com argumentos para levar à sociedade sua justa reivindicação, quando lutamos pelos 147% não só injusto, mas de ilegalidade extrema condenado pelo Poder Judiciário. Entretanto, para alem destas situações, muitas vezes a proteção assistencial ou mesmo o papel do Estado na atuação para alcançar as melhorias de condições a este grupo social é minimizado, seja pela inércia dos agentes políticos ou pela ausência de políticas reais no alcance de programas globais, barrados pelos interesses econômicos e corporativos. O Brasil rompeu com patentes internacionais de medicamentos em relação a AIDS, alcançando cidadania a esse seguimento social tão necessitado. Porem, este mesmo Brasil não possui uma política habitacional para o Idoso, mesmo com projetos de magnitude como o “Minha casa minha vida” ficando esta parcela da população e muitos trabalhadores, sem acesso aos projetos fase a preocupação eminentemente econômica, restrição esta violadora de um dos fundamentos da Constituição, qual seja o da diminuição das desigualdades sociais, que se agravam em relação aos aposentados. Não é diferente quando se discute a questão do acesso a medicamentos e a políticas públicas de saúde para o idoso, principalmente medicamentos de uso continuado e de características próprias para este segmento, sendo inoperante e ausente tanto o Ministério da Saúde como os demais organismos estatais. Para alem do debate especifico do beneficiário da Previdência Social, também é importante destacar, sob reflexão e auto-critica das organizações na busca de direitos coletivos, pois varias representações ficam inertes quanto ao debate da correção dos expurgos do FGTS, assim como das Cadernetas de Poupança, ou mesmo os interesses individuais em relação ao tratamento disposto na atenção ao consumidor. Hoje se renovam as discussões coletivas na sociedade, e mais uma vez as organizações se mostram silenciosas. Exemplo claro nos é subtraído a cada dia, seja na nossa conta de luz, seja na nossa conta de telefone a qual adicionada à conta um tributo de responsabilidade das operadoras. Até quando nos manteremos em silencio, inertes, quando inúmeros projetos de lei tramitam sobe tema previdência social, assistência social, saúde e tantos outros dos quais não temos conhecimento, não discutimos e sequer podemos tratar como agentes políticos que somos.  Lutamos pela constituição de um Estatuto do Idoso e o quanto ele é descumprido. Recentemente o governo alterou a forma de correção das parcelas pagas a menor na esfera administrativa e judicial, reduzindo composição de juros, que para o aposentado é limitado em 6% ao ano (os bancos cobram 7,8 ou até 10% ao mês de empréstimos) a correção será a taxa referencial, quando os tributos atrasados são pela SELIC. No estatuto do Idoso a correção era IGP-DI, agora letra morta. Estará em breve o debate sobre a reforma Tributaria, a qual também nos afetará, e não esta sendo divulgada ou debatida. Alardeiam, como se fosse verdade, que a previdência está quebrada. Não é um ou outro representante político a culpar a massa de aposentados pelo problema da previdência, quando na verdade estudos demonstram ser superavitário o sistema, alem de todos sermos credores de financiamentos para o crescimento do Brasil. Não se diga como argumentaram todos, todos os governos, a eventual ilegalidade praticada pelo INSS a ser revista pelo Poder Judiciário irá quebrar a previdência, pois esta prática, na verdade já quebrou e marginalizou o aposentado. Lembremo-nos, há poucos anos atrás, finais da década de 80, nascida a Constituição Federal, o teto previdenciário era de 20 salários mínimos, se assim fosse apurado, hoje estaríamos falando de um teto de R$ 10.200,00, sim dez mil e duzentos reais, quando hoje temos um teto que é pouco mais de R$ 3.400,00. Aos poucos no relegam a valores ínfimos. Aos poucos o debate nos empurra para total inanição. Para tanto, o resgate quanto papel delegado para cada uma das pessoas, cada cidadão, aposentado, pensionista, idoso necessitado de assistência, deve ser repensado e reordenado pelas organizações que os representam,dialogando mais próximo possível das necessidades, mais próximo da vida de cada um para, ao menos poder falar sobre esta realidade, pouco escutada nas hordas do poder de Brasília.

Ademir A. de Oliveira 
Representante da Comissão Nacional do CAE Membro do Conselho de Alimentação Escolar Canoas, Conselho do Idoso, 1º secretário da UAMCA – União das Associações de Moradores de Canoas
Thales Metas Assessoria e Consultoria
Desenvolvimento Organizacional, Cursos, Dinâmica de Grupo
Assessoria e Projetos a ONG, OSCIP, Associações
ada47@gmail.com/ adebros36@pop.com.br

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Bicicleta escolar é alternativa para chegar à sala de aula

Com certeza uma forma de aproxima milhões de crianças e adolescentes em idade escolar que deixam de frequentar a escola por não ter como deslocar para estas, e os motivos são vários, podemos citar um a falta de dinheiro  para o transporte, por vezes estas crianças e jovens estão fora da sala devido este fator, dentro desta ação os municípios poderiam adquirir as bicicletas e repassar as famílias para o transporte. Grande parte das crianças e dos adolescentes do País frequenta a escola., a quantidade de matrículas de estudantes com idade entre 4 e 17 anos aumenta a cada ano. No entanto, 3.630.000 crianças e adolescentes estão fora das escolas, e alem do questão transporte outra é a dificuldade de acesso a escola pela distancia. "A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O maior gargalo ainda está entre a população de 15 a 17 anos. Dos atuais 10,3 milhões de brasileiros nessa faixa etária, 85,2% se matricularam nos colégios do País em 2009. No entanto, 1.479.000 ainda estão fora da escola. A taxa de escolarização – comparação entre a população e os estudantes – cresceu pouco de 2008 para 2009: 1,1%.".
Ademir A. de Oliveira
Comissão CAE Nacional

ASCOM-FNDE (Brasília) – Chegar à escola ou ao ponto do ônibus escolar é um sacrifício para muitos alunos brasileiros. Boa parte deles precisa acordar ainda de madrugada e percorrer quilômetros a pé, já que muitos caminhos nas áreas rurais e até mesmo urbanas são intransitáveis para veículos automotores. Mas agora, estados, municípios e o Distrito Federal já podem alterar esse quadro e facilitar a vida de seus estudantes. Para isso, basta aderir ao registro de preços promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a compra de bicicletas escolares de aros 20 e 26, por meio do programa Caminho da Escola.
“A bicicleta vai servir para estudantes que moram em localidades onde os veículos rodoviários não chegam, tanto nas áreas rurais quanto nas urbanas”, afirma o coordenador geral de transporte escolar do FNDE, José Maria Rodrigues de Souza. “Além disso, tem impacto zero sobre o meio ambiente e ainda vai ajudar os estudantes a terem uma atividade física saudável”. Segundo ele, a bicicleta escolar tem especificações que lhe garantem resistência maior que a das bicicletas comuns, como o quadro reforçado. Protótipos da bicicleta escolar já foram testados nas cinco regiões do país e receberam avaliações altamente positivas por parte dos alunos e de seus pais. Preços – Para participar do programa, o gestor local deve preencher um ofício seguindo o modelo publicado na Resolução nº 40/2010 do FNDE, assina-lo e enviá-lo à autarquia com a quantidade de bicicletas que pretende comprar. O prazo para entrega da mercadoria é de, no máximo, 90 dias a partir da assinatura do contrato. Os preços das bicicletas variam de acordo com a região do país.  Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Roraima e Rondônia: aro 20 (R$ 256); aro 26 (R$ 257). Tocantins e Bahia: aro 20 (R$ 258); aro 26 (R$ 259). Maranhão: aro 20(R$ 252); aro 26 (R$ 253). Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte: aro 20 (R$ 254); aro 26 (R$ 255). Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe: aro 20 (R$ 255); aro 26 (R$ 256). Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul: aro 20 (R$ 263); aro 26 (R$ 268). Minas, Espírito Santo, Rio e São Paulo: aro 20 (R$ 240,50); aro 26 (R$ 256,50).

Municípios recebem recursos para creches e quadras de esporte

Canoas entre os municípios da União que irão receber recursos do PAC para construção de Creches, é  de extrema importância para o município, pela demanda de falta de vagas nas creches do município que são inadequadas em tamanho físico estrutural para acolher todo ano mais e mais crianças e a compra de vagas em creches particulares é somente um paliativo e não solução. (Leia a matéria relacionada)
RS Canoas -  Grupo 1 - 1 unidade
RS Porto Alegre - Grupo 1 - 12 unidades
RS São Leopoldo - Grupo 1 - 2 unidades
Ademir A. de Oliveira
Comissão CAE Nacional

ASCOM-FNDE (Brasília) – Já foram selecionados os primeiros municípios que receberão recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a construção de creches e quadras poliesportivas, no âmbito da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). A meta do FNDE para 2011 é repassar recursos para edificação de 1.500 creches e 2.500 quadras. Duzentos e vinte e três municípios serão contemplados com verbas para a construção de 520 escolas de educação infantil e 98, para a edificação de 213 quadras de esporte cobertas. Agora, esses municípios vão formalizar contrato de repasse com o FNDE para receber o dinheiro. “Os municípios contemplados nesta primeira chamada se cadastraram no sistema integrado de monitoramento, execução e controle do MEC entre setembro e outubro de 2010 e já tiveram seus pleitos aprovados”, afirma Tiago Radunz, coordenador-geral de Infraestrutura Educacional do FNDE. Grupos – Os primeiros contemplados fazem parte dos grupos 1 e 2 do PAC 2. O grupo 1 é formado pelas 12 maiores regiões metropolitanas do país e por municípios com mais de 70 mil habitantes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e com mais de 100 mil habitantes nas regiões Sudeste e Sul. Este grupo atinge cerca de 60% da população brasileira. No grupo 2 estão os municípios com 50 mil a 70 mil habitantes no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 50 mil a 100 mil habitantes no Sudeste e Sul. Os processos do grupo 3, dos municípios com até 50 mil habitantes, ainda estão em análise. Até abril, o FNDE deve divulgar outras duas listas com os demais municípios a serem beneficiados este ano. Pendências – Na análise dos processos dos grupos 1 e 2, técnicos do FNDE constataram que muitos não cumpriram todas as exigências técnicas para a aprovação. Essas cidades têm até o dia 31 de janeiro para resolver as pendências e poder concorrer aos recursos para creches e quadras esportivas.
Fonte: FNDE
Thales Metas Assessoria e Consultoria
Desenvolvimento Organizacional, Cursos, Dinâmica de Grupo
Assessoria e Projetos a ONG, OSCIP, Associações
“Para pensarmos e refletir sobre o meio em que vivemos”